
AD Galomar dominou a prova nacional e conquista três troféus no Torneio Internacional da Madeira 2025
No Torneio Internacional da Madeira nível 5, prova nacional organizada pela Federação Nacional de Squash que decorre paralelamente ao torneio profissional, a Associação Desportiva Galomar alcançou um resultado histórico, vencendo todos os escalões em disputa no setor masculino.
A final do escalão M1 colocava frente a frente dois dos mais promissores jovens do squash nacional, Diego Pita (AD Galomar) e Gustavo Cruz (Lisboa Racket Center). A expetativa era enorme em volta deste encontro, naquela que foi a primeira final disputada entre ambos. Entrou mais forte Diego Pita, que fruto de uma pressão constante sobre Gustavo Cruz obrigou o jogador lisboeta a cometer alguns erros não forçados. Sempre muito consistente Diego Pita fechou o primeiro jogo por 11-6. No segundo jogo o perfil do encontro manteve-se. Gustavo Cruz alternava alguns pontos espetaculares com erros não forçados, enquanto o jogador natural da Madeira mantinha-se mais consistente e a cometer menos erros. O score de 11-7 revela bem o que se passou no court. No 3.º e último jogo, Diego Pita acelerou para a vitória e deixou Gustavo Cruz sem resposta. O jogador da AD Galomar esteve sempre no comando das operações e fechou o encontro com um desequilibrado 11-1. Esta foi a primeira vitória de Diego Pita neste torneio.
Ricardo Santos (AD Galomar) e Tiago Paixão (Valténis Country Club) foram os protagonistas da final no escalão M2. Velhos conhecidos de finais disputadas no Campeonato Nacional de Clubes, ambos entraram determinados a fazer diferenças cedo na partida. Foi mais forte Ricardo Santos, que nos primeiros jogos apresentou um nível de squash muito alto e que não deu qualquer chance de resposta ao seu opositor. Tiago Paixão reagiu no terceiro jogo e encurtou diferenças no marcador, vencendo por 11-8. No quarto jogo, o mais equilibrado do encontro, foi necessário discutir as vantagens para determinar o vencedor e foi o jogador da casa a se impor por 12-10. Ricardo Santos fechou a partida por 3-1 (11-7, 11-4, 8-11 e 12-10) e conquistou o título no escalão M2.
No escalão M3 Angelino Gonçalves (AD Galomar) defrontou James Archer (Lisboa Racket Center) e venceu por 3-0. Uma final de muito bom nível, entre dois jogadores que mostraram qualidade para estarem num escalão superior. Com um squash muito preciso, o jogador madeirense não deu muitas oportunidades ao jogador britânico, que representa as cores do Lisboa Racket Center, de aplicar as suas temíveis pancadas de ataque. Os parciais de 11-4, 11-8 e 11-8 revelam bem a superioridade de Angelino Gonçalves, que assim conquista pela primeira vez o título nesta competição.
No Quadro feminino, Catarina Nunes (Proracket) confirmou o favoritismo e provou que, neste momento, não tem adversária à altura em Portugal. Diante da jovem Sofia Oliveira (Proracket), a mais experiente Catarina Nunes aplicou uma lição de bem jogar, com um squash de grande qualidade e sem nunca ter sido verdadeiramente testada. Sofia Oliveira lutou muito e demonstrou sempre uma excelente atitude em court, tentando de todas as formas incomodar a sua mais forte adversária. A verdade é que a diferença entre as jogadoras é enorme e os parciais de 11-1, 11-1 e 11-2 favoráveis a Catarina Nunes comprovam isso mesmo. Mais um título para a coleção de Catarina Nunes, numa final totalmente Proracket