
Patrick Rooney e Farida Walid são os campeões do Torneio Internacional da Madeira 2025
As finais do Torneio Internacional da Madeira UNILIFT em squash corresponderam às expetativas geradas ao longo da última semana e foram o culminar perfeito de um evento que não para de surpreender. Patrick Rooney conseguiu impor-se a Rory Stewart, por 3-0, e fez o “hat-trick” na Madeira, depois dos títulos conquistados em 2016 e 2019. Na competição feminina, Farida Walid sobreviveu a um “match-point” diante da sua compatriota Menna Walid, para conquistar, por 3-2, o segundo torneio de nível 6K na carreira, o primeiro na Madeira.
Patrick Rooney voltou à Madeira para fazer o que faz habitualmente quando visita a ilha, vencer. Foi uma final sem grande história diante de Rory Stewart, perante a superioridade demonstrada pelo jogador inglês. O triunfo por 3-0 veio cimentar o estatuto que Patrick Rooney detém neste torneio, que já havia vencido por duas vezes, em 2016 e 2019, e que agora completa o “hat-trick”. Foi uma semana em crescendo para Patrick Rooney, que pareceu melhorar a cada dia que passou. Hoje, diante de Rory Stewart o jogador inglês voltou a realizar uma exibição sólida e não deu qualquer margem a Rory para surpreender. Os primeiros dois jogos foram de sentido único, com Patrick Rooney a não tirar o pé do acelerador e a vencer por 11-2 e 11-3. Com dois jogos de vantagem para o jogador inglês, a vida de Rory Stewart ficava muito complicada. O jogador escocês ainda tentou reagir no terceiro jogo, onde conseguiu equilibrar mais os acontecimentos dentro do court, mas Patrick Rooney tinha sempre algo mais e, apesar do grande esforço de Rory Stewart, acabou fechando a partida por 11-9. Um triunfo sem “espinhas” para o agora tricampeão do Torneio Internacional da Madeira, que no final não escondia a sua felicidade. “Estou a sentir-me muito bem, se calhar o melhor que me senti nos últimos dois anos. Não conseguia conquistar um título desde que voltei da lesão e estou muito contente por ter mais este título no meu cinto”, começou por referir Patrick Rooney. A Madeira tem um lugar especial no coração do jogador inglês. “Que melhor lugar para voltar a vencer. Um lugar onde vim pela primeira vez há 9 anos atrás e onde conquistei o meu primeiro título e agora consigo voltar a vencer um torneio. Mais memórias felizes na Madeira e espero poder voltar. Gosto muito de aqui estar”, destacou Patrick Rooney. Este pode ser o momento que marca o virar de página para o jogador inglês. “Este resultado vai manter-me motivado e espero poder continuar a jogar como joguei aqui. Estou a jogar melhor e penso que isso ficou evidente esta semana. Estou a trabalhar muito e as coisas estão ao começar a aparecer. É preciso jogar bem para bater jogadores como aqueles que estiveram neste sorteio. Foi um torneio muito forte”, concluiu o vencedor do TIM.
A final feminina teve emoção, reviravoltas, lesões e, acima de tudo, squash de elevado nível. Num embate totalmente egípcio, Farida Walid e Menna Walid proporcionaram um espetáculo memorável, com pontos incríveis, e que levaram ao limite as duas jogadoras. Entrou melhor Menna Walid, que apresentando um squash de uma precisão incrível, deixou Farida Walid sem capacidade de resposta. O score de 11-5 favorável à 2.ª cabeça-de-série do torneio mostra bem a superioridade da mais experiente das duas egípcias. O segundo jogo, contudo, viu uma Farida Walid completamente transfigurada, para melhor. A jovem egípcia virou a história do primeiro jogo e foi completamente dominante, com um squash de ataque que pareceu surpreender Menna Walid, que já não conseguia controlar os ritmos do jogo com as suas pancadas mais precisas. 2-11 foi o score favorável à mais jovem das duas egípcias. O terceiro jogo foi um regresso ao passado, ou melhor, um regresso ao que havia sucedido no primeiro jogo, embora com uma tensão maior evidente dentro do court. Menna Walid voltou a assumir o controlo das operações e conseguiu conter as tentativas de Farida de acelerar o ritmo do jogo. O jogo manteve-se equilibrado até ao 6-6. A partir deste momento, Menna Walid conseguiu distanciar-se no marcador e aproveitando alguns erros não forçados da sua adversária, fechar o terceiro jogo por 11-6. No quarto jogo residiu a chave do encontro. Foi o jogo mais equilibrado, imprevisível e espetacular da final. Disputado sempre taco a taco, Farida conseguiu na parte final uma vantagem de dois pontos (8-10) para fechar a contenda e obrigar a um quinto e decisivo jogo. No entanto, Menna Walid ainda não tinha entregue as armas e recuperou a desvantagem igualando o marcador a 10-10. A 2.ª cabeça-de-série passou para a frente por 11-10 e dispôs de um match-point para vencer o torneio. Neste momento de maior tensão acabou por ser a mais jovem das duas egípcias a lidar melhor com a pressão. Farida Walid não só anulou o match-point contra como conseguiu dar a volta e fechar o quarto jogo (11-13). No quinto e decisivo jogo, com o resultado a 2-3, Menna Walid aparentemente lesionou-se numa troca de posição no meio do court com Farida Walid e teve que sair para ser assistida. No regresso, Menna já não conseguiu acompanhar o ritmo imposto por Farida Walid, que acabou fechando a partida por 2-11, ao fim de 58 minutos de jogo. Uma vitória em 5 jogos para a jovem Farida Walid, que assim conquista o seu segundo título num torneio 6K, o primeiro na Madeira. “Estou na Lua. Este é o meu segundo título 6K. Hoje foi um jogo muito duro. Menna é uma grande jogadora. Estive “match-ball” contra no quarto jogo e cheguei a pensar que ia perder. Estou muito feliz por ter conseguido dar a volta”, começou por destacar a vencedora. Este é um torneio que Farida não esquecerá tão cedo. “A ilha é tão bonita. Pareço que estou no Egipto, mas ainda melhor. Agora é tempo de ir descobrir a Madeira. É, até ao momento, o meu torneio favorito e espero poder voltar no futuro”, finalizou Farida Walid.